Exercício de escrita

Eu selecionei dois recursos um visual e outro audiovisual que podem ser utilizados para contar uma história.

O primeiro é a obra Criança morta de Portinari e o segundo um vídeo de uma música Jorge Drexler.

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Portinari – foto durante visita no MASP 2018

“Estamos vivos porque estamos em movimento”

Etapas do exercício

  1. A partir do estimulo audiovisual, conte uma história a qual você é o narrador.
  2. Dê vida a este narrador e por meio da sua voz estabeleça conexão entre os personagens das imagens.

Se você quiser compartilhar nos comentários o exercício.

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Photo by Hannah Olinger on Unsplash

4 coisas que aprendi com Ana Holanda e sua escrita afetuosa

Eu comecei a ler o que Ana Holanda escrevia em Minha mãe fazia, uma página do Facebook com relatos sobre cozinha e memórias da infância. Fez tanto sucesso que em 2017 virou o livro Minha mãe fazia – crônicas  e receitas saborosas e cheias de afeto.  Talvez eu tenha lido algum texto da Ana antes, porém eu não registrei a sua pessoa.

O meu registro era somente de editora-chefe da revista Vida Simples. Foi com os textos da página Minha mãe fazia que eu descobri o gosto do seu estilo de escrita, dá proximidade com a autora. Eu já lia Eliane Brum há muitos anos, e via o quanto o cotidiano da vida tinha histórias incríveis e invisíveis. Esses personagens tão ocultos não teriam o alcance sem a vivacidade da escrita que afeta.

A escrita afetuosa é um termo cunhado por Ana Holanda, que ministra cursos sobre o tema e recentemente, lançou o livro Como se encontrar na escrita, o caminho para despertar a escrita afetuosa em você. Editado pela Bicicleta amarela selo da Editora Rocco.

Eu li o livro e fiz o curso 🙂

Comprei o livro assim que lançou. Comecei a leitura e realmente me senti afetada por todas aquelas palavras, histórias e afetos. Entre as páginas a emoção corria solta. Li a noite antes de dormir. No outro dia, ao levantar fui direto para a escrita que fluiu como nunca.

Descobri nesse momento o meu encontro com a oralidade, com o que havia de mais genuíno em mim – a minha própria história com a escrita.

Em novembro Ana Holanda ministrou dois cursos no Rio e eu fui em um deles.

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Curso Escrita criativa e afetuosa
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Curso de escrita criativa e afetuosa

Atualizei o que já havia escrito quando estava lendo o livro.

1 – Estar presente nas situações do cotidiano

Não preciso esperar acontecer algo extraordinário para escrever e sim estar presente. A escrita pressupõe estar na vida.

Não tenho feito grandes viagens ou expedições que poderiam me dar novas histórias e belas fotografias. No momento, o meu cotidiano tem sido o trabalho, o estudos e algumas redefinições. Esse cotidiano pode não ser espetacular para a maioria das pessoas, mas é intenso. São muitos altos e baixos,  descobertas constantes, tensões de prazos, de situações conflituosas, frustrações que levam repensar os caminhos possíveis, inquietações  com as escolhas, superação para seguir em frente, a incerteza com os desfechos.  Não é atoa que esse mês elegi como tópico a capacidade de reinvenção veja este post.

2 – Vamos conversar através do texto

Mesmo sendo um blog , alguns leitores são conhecidos e as postagens são de assuntos que tenho interesse. Algumas vezes repenso por que tenho este blog ? Por que quero escrever? Quem são os leitores? São muitas perguntas. Talvez, em primeiro momento, esse blog seja para mim mesma. Acredito que os principais benefícios são:

  • Ter um lugar próprio de  fala é imprescindível para encontrar a própria voz.
  • Organizar as referências de assuntos que tenho interesse, construindo um repositório público, pode ser útil para outras pessoas.
  • A busca da consistência é um exercício necessário para mim.

Algumas vezes recebo mensagens sobre o blog ou encontro com pessoas  conhecidas que comentam que gostaram de determinado assunto ou do blog. Acredito que eu ainda estou me encontrando nesse espaço e na escrita. A medida que isso acontece,  eu encontro leitores.

3 –  O texto ter a minha identidade

A escrita lhe pertence porque nunca deixou de lhe habitar

Eu venho de uma escrita técnica. Simplesmente descritiva, normativa e informativa. Por muitas vezes não quero me revelar na escrita. Com a leitura do livro, eu fui percebendo tantas histórias dentro de mim, a relação com a escrita e as minhas raízes com a oralidade. Ainda preciso escrever sobre isso. 

4 – Escrita é exercício de coragem

Logo no início do curso, na hora de fazer a minha apresentação eu perdi a fala. Ela sumiu e eu não queria falar absolutamente nada. Olhei para frente, para o lado e via vários olhinhos me olhando. Acredito que essa sensação é a mesma quando estou com uma página em branco em busca de uma história. Nesta hora eu me pergunto:

Qual história eu quero contar? 

Aqui está o meu livro autografado img_20181110_212551446 * Este post foi escrito originalmente em agosto, atualizei em novembro por conta do curso que fiz neste mês.

A aquisição das habilidades de escrita

Porque escolhi este artigo

Este artigo apresenta descrições e reflexões da aquisição habilidade de escrita.  Propõe a ideia de que para se tornar um escritor experiente necessita desenvolver outras áreas cognitivas. Tais reflexões são pertinentes para quem quer desenvolver a habilidade de escrita  e quem ensina a escrita. 

Citação

Kellogg, RT A aquisição das habilidades de escrita: uma perspectiva do desenvolvimento cognitivo Tradução Mesquita, CR. Revista Revera v 2 2017 Disponível em: http://site.veracruz.edu.br/instituto/revera/index.php/revera/article/view/56/34

Destaque

“Escritores profissionais avançam ainda para um estágio de qualificação do conhecimento especializado, em  que as representações do conteúdo planejado pelo autor do texto e as da interpretação do texto pelo provável leitor são frequentemente manipuladas na memória de trabalho. O conhecimento transformado e sobretudo o conhecimento especializado possivelmente ocorrem apenas quando há disponibilidade de atenção executiva suficiente para proporcionar alto grau de controle cognitivo para manter as representações múltiplas do texto, bem como a concepção do conteúdo, a geração do texto e a revisão do texto e do conteúdo. Devido aos limites de capacidade da atenção executiva, tal controle depende da redução de exigências desses processos de escrita sobre a memória de trabalho, por meio do amadurecimento e do aprendizado. Propõe-se que os estudantes possam aprender melhor as habilidades de escrita em programas de ensino e aprendizagem cognitiva que enfatizem a prática deliberada.”

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